Quase um caixeiro viajante
Decidi que vou fazer uma viagem de carro semana que vem. Não deveria ser uma decisão tão difícil, afinal, preciso ir da cidade A para a cidade B e tenho um carro. Na verdade, preciso sair da cidade C, passar pela cidade A, ir para a cidade B e depois voltar para casa, na cidade D. Confuso, né? Isso é que dá criar laços em lugares diferentes e muito longe uns dos outros.
Eu não gosto muito de dirigir, então queria fazer parte do trajeto de ônibus. Mas surgiram dois problemas:
- Tenho um carro (!) que precisa sair da cidade C e chegar na cidade D.
- Não tem ônibus ligando a maioria desses lugares.
(Um país continental como o nosso precisa implementar logo a agenda LGBT: Ligar o Grande Brasil com Trens)
Depois de quebrar muito a cabeça, abri uma planilha (!), montei dois itinerários -- um envolvendo ônibus e outro todo de carro -- fiz uma coluna com o tempo de deslocamento dos trajetos e outra com os custos (passagens e gasolina). A vantagem do itinerário com ônibus é que eu poderia fazer parte do trajeto a noite e ir dormindo, assim sobraria mais tempo para aproveitar de dia. Mas, isso tornaria a viagem inteira mais complicada e eu precisaria sair um dia mais cedo. E a economia nem seria tão grande.
No fim, o carro venceu.
Agora preciso montar uma playlist daora para aguentar as horas no volante e o frio na barriga que sempre dá ao pegar a estrada para uma viagem longa.
Adendo 1: Essa situação toda me lembra aqueles problemas de grafos
Adendo 2: Apesar de tudo, eu ainda prefiro dirigir em rodovias que dentro de cidades grandes.