Para, Celso!
Percebi que quando escrevo aqui eu adoto uma atitude de minimizar, logo de cara, a importância do que estou prestes a dizer. Está na página inicial do blog: "Solto uns arrotinhos mentais de vez em quando". O que quero dizer com isso é "não leve muito a sério o que você lê aqui".
Mas, parafraseando Paracelso, a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. É verdade que aqui é só um blog, e o formato concede uma certa leveza ao conteúdo. Não tenho a intenção de escrever nenhum tratado definitivo sobre nada, ou revelar verdades universais escondidas. Todos os textos são sobre mim, no fim das contas, e o que eu estou sentindo e refletindo. Mas todos eles demandaram algum esforço, seja porque eu acho difícil exprimir o que eu sinto em palavras, seja porque eu acho difícil identificar o que estou sentindo para começo de conversa. E aí, a questão é que estou escrevendo para alguém ler, e diminuir o peso disso é como pedir que peguem leve comigo. É já levantar um escudo contra as possíveis críticas (ou uma bandeira branca).
E essa reflexão acendeu uma luzinha vermelha na minha cabeça, porque eu vejo esse comportamento sendo generalizado para outras áreas da minha vida. Muitas vezes eu falo que vou "tentar" fazer alguma coisa, deixando implícito que talvez não consiga. E quando não consigo, isso reforça o meu viés derrotista e mina minha confiança, a receita para o fracasso.
Então eu vou "tentar" menos. O mestre Yoda já dizia: Do or do not. There is no try. E o que eu fizer será de peito aberto, e o que eu escrever estará pronto para ser levado a sério (menos as piadinhas). Bolha de ar é um ataque fraco, mas é um ataque ainda assim1.